Cinco gerações dedicadas à tradição artesanal do sal no Córrego do Sal — Grossos, RN
Foto histórica da salina — década de 1970 · clique para ampliar
A história da Salina Artesanal AMF começa em data que se perde no tempo, quando João Benedito de Mendonça e Libânia Etelvina de Mendonça estabeleceram sua salina no lugar denominado "Córrego", no município de Grossos, Rio Grande do Norte. Desde então, a propriedade passou de geração em geração, mantendo vivas as técnicas artesanais e o amor pela terra.
Hoje, sob a gestão de Francisco Alves Firmino Neto e Antônio Caio Samuel Costa Firmino — a quinta geração —, a salina une tradição e modernidade: produzindo flor de sal premium e recebendo visitantes que desejam conhecer de perto esse patrimônio cultural e natural do Rio Grande do Norte.
Uma história documentada de herança, trabalho e amor pela terra — comprovada pelos registros originais do Cartório Único Judiciário de Grossos-RN.

João Benedito de Mendonça
João Benedito de Mendonça e Libânia Etelvina de Mendonça fundam a salina no lugar denominado "Córrego", município de Grossos — Rio Grande do Norte. Ali começa a história de uma família dedicada à produção artesanal de sal. Nascido em 12 de dezembro de 1871, em Grossos-RN, João Benedito era feitor de profissão. Seu Título de Eleitor, emitido em Areia Branca em 29 de julho de 1945, registra que participou de cinco eleições: 1945, 1947, 1948, 1950 e 1952 — o que indica que viveu até pelo menos 81 anos de idade, deixando um legado de cidadania e trabalho para as gerações seguintes.
Documentos históricos:

Laura Etelvina de Mendonça Souza
Com o falecimento de João Benedito e Libânia Etelvina, sua filha Laura Etelvina de Mendonça Souza herda a salina e dá continuidade ao trabalho da família, junto com seu esposo José Firmino de Souza — muito conhecido na região pelo apelido carinhoso de "Zé Vaca Velha". José tornou-se sócio da Cooperativa dos Pequenos Produtores Salineiros de Grossos Ltda, a qual foi fundada em 27 de julho de 1968, reforçando o compromisso da família com a organização e o desenvolvimento da salinicultura local.
Documentos históricos:

Libânia Mendonça Firmino
Após o falecimento de Laura Etelvina, sua filha Libânia Mendonça de Souza (Libânia Mendonça Firmino) herda a salina e dá continuidade ao trabalho da família junto de seu esposo Francisco Alves Firmino — muito conhecido na cidade pelo apelido carinhoso de "Chico de Pedro". Francisco tornou-se sócio da Cooperativa dos Pequenos Produtores Salineiros de Grossos Ltda., participando ativamente da organização da salinicultura local. A certidão de partilha, lavrada em 25 de novembro de 1977 no Cartório Único Judiciário de Grossos-RN, confirma a transferência da propriedade.
Documentos históricos:

Alberto Mendonça Firmino
Com o falecimento de Libânia, seu filho Alberto Mendonça Firmino herda a salina e segue a tradição familiar de produção artesanal.
Documentos em processo de digitalização — em breve disponíveis.

Francisco Alves Firmino Neto e Antônio Caio Samuel Costa Firmino
Após o falecimento de Alberto, seus filhos Francisco Alves Firmino Neto e Antônio Caio Samuel Costa Firmino herdam a salina. Sob sua gestão, a propriedade passa a oferecer produtos artesanais premium e passeios turísticos, levando a história e o sabor do Córrego do Sal para o mundo.
Cinco gerações dedicadas à produção artesanal de flor de sal, mantendo vivos os métodos tradicionais transmitidos de pai para filho desde o século passado.
Cada lote é cuidadosamente selecionado e colhido à mão, garantindo que apenas os melhores cristais cheguem à sua mesa.
Utilizamos ferramentas tradicionais e técnicas manuais para preservar a integridade e a qualidade de cada cristal de flor de sal.
Nossas práticas sustentáveis protegem o ecossistema único das salinas e da reserva natural ao redor, preservando a vida marinha das lagoas.